Arte Equestre em Belém

Gala de Natal 2015 no Picadeiro Henrique Calado

gala_natal_250X250

A Escola Portuguesa de Arte Equestre (EPAE) vai apresentar uma gala especial de Natal, a decorrer no Picadeiro Henrique Calado, em Belém, no sábado, 19 de dezembro, pelas 19 horas.
Dedicada às famílias, a gala terá a duração de 1h, incluindo um intervalo, e contará, para além da presença dos cavalos e cavaleiros da EPAE, com a presença de dois cavaleiros tauromáquicos convidados que irão simular uma lide: António Maria Brito Paes e Joaquim Brito Paes.
No final, estará no Picadeiro uma charrete puxada por dois cavalos, na qual as crianças podem andar e posar para fotografias, ficando com uma recordação fotográfica desta gala natalícia.

 

Programa da Gala de Natal da Escola Portuguesa de Arte Equestre:

 

Toureio a cavalo
Dois cavaleiros tauromáquicos simulam uma lide. Foi devido à prática nunca interrompida do toureio equestre que se conservaram até hoje os mesmo tipo de cavalo utilizado no século XVIII, bem como a mesma equitação, os mesmos arreios e os mesmos trajes, em Portugal.

Picaria Real
Numa simbiose de exercícios e ares de equitação da Escola Antiga, a Escola Portuguesa de Arte Equestre mostra o que era o trabalho dos cavalos de Alter no seu máximo esplendor no Picadeiro Real de Belém, em Lisboa, no século XVIII.

Os “ares altos” constituem o primor máximo da equitação do século XVIII e, para o seu ensino, os Picadores recorrem ao trabalho à vara. O principal exercício preparatório destes ares é o piaffer e respetivas transições ao trote, ao galope e ao parado.

Além do piaffer os cavalos executam o terra a terra, as levadas, as corvetas, as capriolas e as balotadas.

Rédeas Longas
Pelo ensino, o cavalo torna-se dócil e adquire uma cadência lenta que permite ser conduzido por um cavaleiro a pé. As indicações das rédeas e da vara são suficientes para que execute os mais difíceis exercícios de Alta Escola que vemos no cavalo montado: espádua a dentro, ladeares, passagens de mão, pirueta e passage.

Jogos da Corte
Tendo na guerra a cavalo a sua origem, os jogos da corte vulgarizaram-se nas academias equestres das cortes europeias entre os séculos XVI e XVIII, sendo praticados nas principais ocasiões festivas, servindo para avaliar o ensino e submissão dos cavalos e a destreza dos cavaleiros. Estes jogos eram utilizados como treino e preparação para a guerra, permitindo a prática de determinados exercícios, sem que se corressem os riscos dos antigos torneios medievais.

Praticados como divertimento, obedeciam a regras, tendo os cavaleiros que realizar um percurso de jogos definido. Aquele que menos jogos falhasse, venceria o desafio.

São aqui mostrados alguns dos jogos mais praticados à época, em toda a Europa, tais como o “jogo da argola”, “das cabeças”, “da medusa” e “do estafermo”, iniciando-se o torneio com a simulação de uma escaramuça.

As descrições da prática de jogos nos tratados de equitação portuguesa, e a prática continuada do toureio a cavalo, permitiram que não se perdesse o tipo de equitação e o tipo de cavalo ibérico, tão apreciado e cobiçado à época em toda a Europa, até à atualidade.

Solo
O conjunto cavalo-cavaleiro representam uma única entidade que progride de forma harmoniosa, executando com a maior perfeição exercícios de Alta-Escola.

Carrossel
Um grupo de cavaleiros apresenta-se em evoluções de conjunto, numa harmoniosa conjugação de figuras e músicas como se tratasse de um ballet equestre.